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quarta-feira, 30 de maio de 2012

TRAVA-LÍNGUAS



Trata-se de uma modalidade de Parlenda. 


É uma arrumação de palavras sem acompanhamento de melodia, mas às vezes rimada, obedecendo a um ritmo que a própria metrificação lhe empresta.

A finalidade é entreter a criança, ensinando-lhe algo. No interior, aí pela noitinha, naquela hora conhecida como “boca da noite”, as mulheres costumam brincar com seus filhos ensinando-lhes parlendas, brinquedos e trava-línguas. Uma das mais comuns, são quando elas ensinam aos filhos apontando-lhes os dedinhos da mão – Minguinho, seu vizinho, pai de todos, fura bolo e mata piolho. 
Cascudo (Literatura Oral no Brasil, 1984) incluiu o trava-língua nos contos acumulativos, seguindo a classificação de Antti Aarne / Stith Thompson, com o que não concorda Almeida (Manual de coleta folclórica, 1965), dizendo que os trava-línguas muitas vezes não são estórias, mas jogos de palavras difíceis de serem pronunciadas. São antes brincadeiras. 
Todos os trava-línguas são propostos por fórmulas tradicionais, como: ''fale bem depressa'', ''repita três vezes'', ''diga correndo'', e similares. O importante no trava-língua é que ele deve ser repetido de cor, várias vezes seguidas e tão depressa quanto possível. Lido, e devagar, perde a graça e a finalidade 












Trava-línguas:



O peito do pé do pai do padre Pedro é preto.









A babá boba bebeu o leite do bebê.

O dedo do Dudu é duro.

A rua de paralelepípedo é toda paralelepipedada.
Quem a paca cara compra, cara a paca pagará.
O Papa papa o papo do pato. 
Farofa feita com muita farinha fofa faz uma fofoca feia.
Norma nina o nenê da Neuza.
A chave do chefe Chaves está no chaveiro.
Sabia que a mãe do sabiá sabia que sabiá sabia assobiar?
Um limão, dois limões, meio limão.
É muito socó para um socó só coçar!
Nunca vi um doce tão doce como este doce de batata-doce!
O padre pouca capa tem, pouca capa compra.
Chega de cheiro de cera suja!
É preto o prato do pato preto.
Bagre branco, branco bagre.
Um tigre, dois tigres, três tigres.
Três tristes tigres trigo comiam.



A ARANHA E A JARRA









Debaixo da cama tem uma jarra.

Dentro da jarra tem uma aranha.

Tanto a aranha arranha a jarra.
Como a jarra arranha a aranha. 



A LARGATIXA DA TIA

Larga a tia, largatixa!









Lagartixa, larga a tia!

Só no dia em que a sua tia,

Chamar a largatixa de lagartixa. 



CAJU









O caju do Juca,

E a jaca do cajá.

O jacá da Juju,
E o caju do Cacá.



LUZIA E OS LUSTRES









Luzia listra os

Lustres listrados.



MALUCA









Tinha tanta tia tantã.

Tinha tanta anta antiga.

Tinha tanta anta que era tia.
Tinha tanta tia que era anta.



MOLENGA









Maria-mole é molenga.

Se não é molenga

Não é maria-mole.
É coisa malemolente,
Nem mala, nem mola,
Nem maria, nem mole.



NÃO CONFUNDA!









Não confunda ornitorrinco

Com otorrinolaringologista,

Ornitorrinco com ornitologista,
Ornitologista com otorrinolaringologista,
Porque ornitorrinco é ornitorrinco,
Ornitologista, é ornitologista,
E otorrinolaringologista é otorrinolaringologista.



O DESENLADRILHADOR









Essa casa está ladrilhada.

Quem a desenladrilhará?

O desenladrilhador que a desenladrilhar,
Bom desenladrilhador será!



O TECELÃO









Tecelão tece o tecido

Em sete sedas de Sião

Tem sido a seda tecida
Na sorte do tecelão 



ATRÁS DA PIA









Atrás da pia tem um prato

Um pinto e um gato

Pinga a pia, apara o prato
Pia o pinto e mia o gato.



SAPO NO SACO









Olha o sapo dentro do saco

O saco com o sapo dentro

O sapo batendo papo 
E o papo soltando vento.



MAFAGAFOS









Um ninho de mafagafa

Com sete mafagafinhos

Quem desmafagaguifá
Bom desmafagaguifador será.



VELHO FÉLIX









Lá vem o velho Félix,

Com um fole velho nas costas,

Tanto fede o velho Félix,
Como o fole do velho Félix fede. 



TEMPO









O tempo perguntou ao tempo,

Quanto tempo o tempo tem,

O tempo respondeu ao tempo,
Que não tinha tempo,
De ver quanto tempo, 
O tempo tem.



SEU TATÁ









O seu Tatá tá?

Não, o seu Tatá não tá,

Mas a mulher do seu Tatá tá.
E quando a mulher do seu Tatá tá,
É a mesma coisa que o seu Tatá tá, tá?



O PINTOR PORTUGUÊS









Paulo Pereira Pinto Peixoto,

Pobre pintor português,

Pinta perfeitamente
Portas, paredes e pias,
Por parco preço, patrão.



O RATO ROEU









O rato roeu a roupa do rei de Roma.

O rato roeu a roupa do rei da Rússia.

O rato roeu a roupa do Rodovalho.
O rato a roer roía.
E a Rosa Rita Ramalho,
Do rato a roer se ria.
A rata roeu a rolha
Da garrafa da rainha.



O PINTO PIA









A pipa pinga.

Pinga a pipa.

O pinto pia.
Pipa pinga.
Quanto mais
O pinto pia
Mais a pipa pinga.



GATO ESCONDIDO









Gato escondido

Com rabo de fora

Tá mais escondido
Que rabo escondido
Com gato de fora.



O SABIÁ









Sabia que o sabiá

sabia assobiar?



PAPA PAPÃO









Se o papa papasse pão.

Se o papa papasse papa.

Se o papa papasse tudo,
Seria um papa papão.



O RATO









O rato roeu a roupa,

Do rei de Roma.

e a rainha, de raiva,
roeu o resto.



PALMINHA









Palma, palminha,

Palminha de Guiné

Pra quando papai vié,
Mamãe dá a papinha,
Vovó bate cipó,
Na bundinha do nenê.



SABER









Sabendo o que sei e sabendo

O que sabes e o que não sabes

E o que não sabemos, ambos saberemos
Se somos sábios, sabidos
Ou simplesmente saberemos
Se somos sabedores.



BÃO BALALÃO









Bão, babalão,

Senhor Capitão,

Espada na cinta,
Ginete na mão.
Em terra de mouro
Morreu seu irmão,
Cozido e assado
No seu caldeirão.



Ou Bão-balalão!  (variação)









Senhor capitão!

Em terras de mouro

Morreu meu irmão,
Cozido e assado
Em um caldeirão.



Lanço o laço no salão.









O lenço, lanço. A lança, não.



Tatu tauató, tatuetê taí.









Tem tanto tatu, não tem.



Folclore brasileiro: TRAVA-LÍNGUAS.


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